segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O corpo fala
Ela pôs um ponto final na conversa, ou melhor, na relação, ela corrigiu-se exaltada.
Aquele não era seu primeiro ponto. Já houveram outros.
Porém para mim todos os outros não haviam sido pontos e sim vírgulas, talvez pontos e vírgulas, mas pontos não.
Era ela que gritava e exasperava do jeito que só ela sabia fazer, reconquistando-me novamente.
Mas apesar de tudo, era ela que chorava e era eu o que estava sempre errado.
Por fim não havia razão, nem loucura;
Não havia pontos ou vírgulas.
Eu ou ela.
Só nós dois. E seus trejeitos de prazer.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
O peso do mundo sobre meus ombros
Pesa sobre meus ombros o peso desse mundo.
Meus ombros pesam.
Com o peso o ombro se encurva em direção a meu corpo.
Ombros caídos que me impedem de ver;
Não olho para frente. Nem para trás. Ou paar os lados.
O peso é meu.
O que pesa são meus ombros.
Que já se curvaram à dor.
Meus ombros pesam.
Com o peso o ombro se encurva em direção a meu corpo.
Ombros caídos que me impedem de ver;
Não olho para frente. Nem para trás. Ou paar os lados.
O peso é meu.
O que pesa são meus ombros.
Que já se curvaram à dor.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Beijada
Seu beijo de culpa é o melhor de todos.
Seus lábios ficam endurecidos, molhados, seu beijo se torna mais quente do que qualquer coisa.
Sujo de outra. Culpado por traição. Punido a me amar.
Seu beijo de culpa é o melhor de todos.
Seus lábios ficam endurecidos, molhados, seu beijo se torna mais quente do que qualquer coisa.
Sujo de outra. Culpado por traição. Punido a me amar.
Seu beijo de culpa é o melhor de todos.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Esse
Sempre que eu vejo algo sobre um anti-heroi, me lembro de você. Sei que vai dizer, que isso é ridiculo, porque eu sempre lembro de você, seja qual for a circunstância, ou que eu esteja olhando ou ovindo e mesmo que seja só por ter visto uma pessoa que é a cara da sua esposa. Tudo me leva a lembrar do teu rosto.
Mas você foi meu anti-heroi. Aquele cara que eu não sei direito quem é, mas afinal de contas quem se importa com isso? você foi aquele cara engraçado que me fez te olhar em camera-lenta, com um soriso no olhar. Você foi aquele cara que assistia filme comigo via telefone, viamos o mesmo filme, você em sua casa e eu na minha; você me explicava o que eu não entendia e fazia "shiu" quando eu falava demais.
Meu anti-heroi! Quem me explicou o que era um anti-heroi de verdade e adorou fingir que adorou ser chamada de " Meu anti-heroi favorito"
Lembro-me de você, porque não convém esquecê-lo. Lembro-me, porque se esquecê-lo, não terei mais em quem pensar, pra me destrair com o sofrer por você.
Lembro-me de você, porque estou escrevendo para você.
PS.: Até que poderia ser melhor, mas o que melhor pra falar de você pra você usando de palavras que não são minhas?!
Mas você foi meu anti-heroi. Aquele cara que eu não sei direito quem é, mas afinal de contas quem se importa com isso? você foi aquele cara engraçado que me fez te olhar em camera-lenta, com um soriso no olhar. Você foi aquele cara que assistia filme comigo via telefone, viamos o mesmo filme, você em sua casa e eu na minha; você me explicava o que eu não entendia e fazia "shiu" quando eu falava demais.
Meu anti-heroi! Quem me explicou o que era um anti-heroi de verdade e adorou fingir que adorou ser chamada de " Meu anti-heroi favorito"
Lembro-me de você, porque não convém esquecê-lo. Lembro-me, porque se esquecê-lo, não terei mais em quem pensar, pra me destrair com o sofrer por você.
Lembro-me de você, porque estou escrevendo para você.
PS.: Até que poderia ser melhor, mas o que melhor pra falar de você pra você usando de palavras que não são minhas?!
O terrível fato de eu ser eu mesma
Ele foi entrando quieto.
Eu observei cada passo seu do balcão.
Deu um sorriso falso e educado para a garçonete, sentou-se numa mesa no final do café-bar.
Pôs a bolsa na mesa, tirou um pequeno caderno e começou a escrever.
Não resisti, larguei meu posto no balcão e fui até lá servi-lo.
- Você sempre usa esses lugares como fonte de inspiração? - Enchi sua xícara com café.
- Não pedi café.
- Tinha que pedir algo de qualquer forma.
- Tudo bem! - Ele deu um meio sorriso amarelo.
Será que eu progredia?
- Não respondeu minha pergunta. - Testei seu gosto, em como ouvir mulheres.
- Não vim buscar inspiração, não acredito nisso.
Ia ser mais difícil do que eu pensava.
- E como escreve?
- Não é uma fórmula matemática, não tem um jeito certo ou errado.
- E o que faz aqui? Solitário no canto de um café-bar meia boca?
Ele sorriu.
- Está tentando algo comigo?
- Se você estivesse buscando inspiração.
- Eu posso usar você. - Ele sorriu novamente.
Fez uma pequena pausa eu ia falar. Ele não permitiu.
- Uma menina infeliz, mais inteligênte do que aparenta. Trabalha nun café-bar, sabe lá Deus o que é isso. Infeliz, qualquer olhos podem notar isso. Mas nenhum desses mesmos olhos conseguem enxergar nada do que está escondido por detrás de sua beleza, como uma mistura de italiana e india. linda!
Ele parou defalar. Deu um sorriso escondido, daqueles que damos quando falamos algo e esperamos que a outra pessoa sorria com comentário.
Eu não sorri! Queria, mas não sorri. Estava distraida pensando que por pouco eu tive chances de ter um homem maravilhoso e ter perdido essa mesma chance, na mesma hora.
Fiquei triste por não poder tê-lo. Lhe dei um olhar que demonstrava tudo que eu sentia. Não sei se ele entendeu e penso nisso até hoje.
Eu observei cada passo seu do balcão.
Deu um sorriso falso e educado para a garçonete, sentou-se numa mesa no final do café-bar.
Pôs a bolsa na mesa, tirou um pequeno caderno e começou a escrever.
Não resisti, larguei meu posto no balcão e fui até lá servi-lo.
- Você sempre usa esses lugares como fonte de inspiração? - Enchi sua xícara com café.
- Não pedi café.
- Tinha que pedir algo de qualquer forma.
- Tudo bem! - Ele deu um meio sorriso amarelo.
Será que eu progredia?
- Não respondeu minha pergunta. - Testei seu gosto, em como ouvir mulheres.
- Não vim buscar inspiração, não acredito nisso.
Ia ser mais difícil do que eu pensava.
- E como escreve?
- Não é uma fórmula matemática, não tem um jeito certo ou errado.
- E o que faz aqui? Solitário no canto de um café-bar meia boca?
Ele sorriu.
- Está tentando algo comigo?
- Se você estivesse buscando inspiração.
- Eu posso usar você. - Ele sorriu novamente.
Fez uma pequena pausa eu ia falar. Ele não permitiu.
- Uma menina infeliz, mais inteligênte do que aparenta. Trabalha nun café-bar, sabe lá Deus o que é isso. Infeliz, qualquer olhos podem notar isso. Mas nenhum desses mesmos olhos conseguem enxergar nada do que está escondido por detrás de sua beleza, como uma mistura de italiana e india. linda!
Ele parou defalar. Deu um sorriso escondido, daqueles que damos quando falamos algo e esperamos que a outra pessoa sorria com comentário.
Eu não sorri! Queria, mas não sorri. Estava distraida pensando que por pouco eu tive chances de ter um homem maravilhoso e ter perdido essa mesma chance, na mesma hora.
Fiquei triste por não poder tê-lo. Lhe dei um olhar que demonstrava tudo que eu sentia. Não sei se ele entendeu e penso nisso até hoje.
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