Ana tinha 16 anos a idade problema, mas esse não era o problema dela, seu real problema era seu professor de matemática, Rubens.
Rubens tinha 30 anos e um belo sorriso, o que deixava Ana totalmente desligada, desligada da aula e ligada no sorriso, no mexer nos cabelos, até nas broncas que ele dava na turma. Ana nunca recebera uma bronca, era uma aluna exemplar, a não ser pelas notas, já que não conseguia prestar atenção nas aulas.
- Ana, qual a resposta do número 3? – Rubens perguntou.
Ana ouviu: Meu bem, nós não podemos ficar juntos é contra as regras.
- Ana! – Rubens chamou-a.
- Eu não me importo. – Ela respondeu.
- Como é?
Todos olharam para Ana, todos sabiam que ela gostava dele, como ela podia respondê-lo daquela forma?
Ela não tinha resposta para ele, tratou de corar e afundar na cadeira.
- Conversaremos depois da aula.
Ela ficou em êxtase, ele queria conversar com ela depois da aula, era um assunto particular, algo que ninguém poderia ouvir algo como: Meu anjo, eu sei que nos amamos, mas tem que entender, que este aqui é meu trabalho e seus colegas imaturos nunca entenderão isso.
Ana sorria satisfeita com cada pensamento que vinha a sua mente. O último pensamento foi quando a turma já se retirava e só os dois ficaram sozinhos na sala: Ana, eu não posso mais resistir a tudo que você é e tudo o que seremos juntos. E a beijava.
Mas nada disso aconteceu realmente.
Com a sala vazia, ela se aproximou da mesa de Rubens, a aliança em seu dedo, fazia dele ainda melhor; um homem sério, conciso, assim de perto ainda mais atraente.
- Ana, o que está acontecendo com você? – Sua voz era tão doce. Ela precisava se concentrar.
- Como assim?
- Você é minha melhor aluna, mas suas notas caíram muito e hoje você me respondeu tão mal. Diga-me, está com algum problema?
- Sim.
- Fale comigo. – Ele era tão doce, queria cuidar dela.
- Estou apaixonada.
Rubens sorriu.
- Eu deveria imaginar uma menina distraída e estressada, o que mais poderia ser!
- Não é uma simples paixão, eu o amo, é o homem daminha vida.
Ele segurou em suas mãos.
- Então conte tudo a ele e não prolongue mais isso.
- Você tem razão – Ana abriu um largo sorriso e se achegou a ele – não devemos renunciar ao amor.
- Não.
- Que bom que me entende.
- Claro que sim.
- Por isso eu te amo tanto.
Rubens começou a achar que aquilo era mais do que um obrigado.
Ana havia decidido, ia beijá-lo ali e agora.
- O que está fazendo? – Rubens perguntou afastando-a.
- Como assim? Estou lhe dando o meu amor.
- Menina! Do que está falando?
- Você ainda não entendeu? Serio?
Rubens balançou a cabeça, como quem diz que não.
- Você é um idiota, eu aqui declarando meu amor por você, pensando que você ia largar a escola e sua mulher por mim e você aí com essa cara.
- Não sabia que estava apaixonada por mim.
- Homens! – Ana saiu da sala murmurando.
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